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Esta página será destinada à descrição e exposição do método Áudiolingual.

O SURGIMENTO
O Método Áudiolingual surgiu durante a 2ª Grande Guerra, com o intuito de ensinar línguas estrangeiras da forma mais rápida possível para os soldados norte-americanos. Este método tem como base o estruturalismo e a teoria psicológica behaviorista, e para sua formação foram convocados alguns linguistas para que projetassem um método eficaz. No entanto o método foi tão bem sucedido que mesmo depois da Guerra, ele continuou a ser utilizado no ensino de línguas estrangeiras e devido à grande demanda de pessoas que queriam aprender novos idiomas, o método foi sofrendo algumas mudanças e tornando-se cada vez mais popular.


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BASES TEÓRICAS

O método Audiolingual aparece como resultado da confluência de uma Psicologia Behaviorista e da Lingüística Descritivo-Estrutural. Ele surge na América do Norte, quando o método da Gramática-Tradução começa a ser questionado por não proporcionar proficiência oral nas línguas estrangeiras.
O behaviorismo de Skinner foi o suporte da AAL em termos de aprendizagem. A língua era vista como um hábito condicionado que se adquiria através de um processo mecânico de estímulo e resposta. As respostas certas dadas pelo aluno deveriam ser imediatamente reforçadas pelo professor.
A gramática era ensinada através da analogia indutiva. O audiolingualismo defendia uma versão forte da análise contrastiva. Pela comparação dos sistemas fonológicos, lexicais, sintáticos e culturais entre duas línguas podia- se prever os erros dos alunos. A tarefa primordial do planejador de cursos era detectar as diferenças entre a primeira e a segunda língua e concentrar aí as atividades, evitando assim os erros que seriam causados pela interferência da língua materna. Bloomfield, no campo da lingüística, Skinner, no da psicologia, Nida, Fries e Lado, no da metodologia, são alguns dos grandes nomes do movimento Audiolingual.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS

O método Áudiolingual caracteriza-se pelo ensino de estruturas e de vocabulário, já que são vistos como suficientes para a comunicação na língua-alvo. A partir desse princípio o objetivo do ensino de língua estrangeira é tornar o aprendiz tão apto quanto o falante nativo, no que diz respeito ao ouvir, falar, ler e escrever, desenvolvidos nessa ordem. A implicação pedagógica dessa ordem de ensino se dá pelo fato de que o aluno deveria primeiro ouvir e falar, depois ler e escrever, como acontece na aprendizagem da língua materna onde só aprendemos a escrever muito depois de termos aprendido a falar. O aluno só deveria ser exposto à língua escrita quando os padrões da língua oral já estivessem bem automatizados. Assim, a língua materna deve ser excluída da sala de aula, sendo que o condicionamento no uso da língua-alvo se dá por meio de exercícios mecânicos orais e escritos, além da memorização de diálogos. Consequetemente, o treino exaustivo é que levaria à compreensão das regras gramaticais. As estruturas básicas da língua deveriam ser praticadas até a automatização, o que era também alcançado através de exercícios de repetição. A aprendizagem só ocorreria quando o aluno estivesse automatizado a resposta.


Procedimentos típicos de sala de aula
Ø Os tópicos a serem aprendidos são sempre introduzidos em forma de diálogo.
Ex: Lord Polonious: What do you read my lord?
Hamlet: Words, words, words.
Ø O aprendizado depende em grande parte de memorização de conjuntos de orações e repasse constante do assunto.
Ø Padrões da estrutura da língua são ensinados através de exercícios de substituição estrutural.

Ex:
1 ) Substitution practice
I like to drink milk in the morning ( to eat; cheese)
I go to the movies on weekend ( he; on Sunday)

2) Change according to the model
They play soccer evey saturday. ( my brother)
My brother plays soccer every saturday.

a) My father goes to work on foot. ( my friends)
b) She likes to eat meat for lunch. ( relatives)
c) My dog loves it. ( Our parents).


Ø Há pouca explicação gramatical e a gramática é ensinada preferencialmente por meio de analogias indutivas.
Ø O vocabulário é extremamente limitado e restrito ao contexto.
Ø Há uso de fitas, laboratórios de idiomas e recursos visuais.
Ø Dá-se grande importância à correção da pronúncia
Ø É permitido pouquíssimo uso da língua materna do aluno.
Ø Há reforço imediato das respostas corretas através de pontuação ou elogio.
Ø Há grande esforço do aluno para produzir enunciados sem erros.
Ø As estruturas são sequenciadas e ensinadas uma de cada vez através de análise contrastiva.
Ø Há uma forte tendência em manipular a língua e desconsiderar o conteúdo.

Reflexão

Através da experiência de compartilhamento das teorias sobre métodos e abordagens, no que se refere ao ensino de uma segunda língua, nosso grupo pode conhecer e entender as diferentes visões de línguas e relacioná-las com nossas próprias crenças e experiências. O grupo em geral pode ter acesso à informações novas e/ou assuntos que, mesmo tendo sido estudados anteriormente, foram discutidos e estudados em um contexto mais restrito. Enquanto estudantes de inglês, esse período nos serviu como subsídio para identificarmos as diferentes visões de língua que influenciaram a prática de nossos professores durante todo o nosso processo de aprendizagem de língua estrangeira. Na escola regular, por exemplo, o inglês nos foi apresentado como um sistema de regras e estruturas. Hoje conseguimos diagnosticar que durante esse período nossa aprendizagem se deu através do método da gramática-tradução. Já nas escolas de línguas por onde todas nós passamos, nossos professores, influenciados por uma nova visão de língua, acreditavam que a aprendizagem eficaz dos alunos se dava através de diálogos e repetições, o que reconhecemos agora como o método áudio lingual. Ao chegarmos à faculdade percebemos que as aulas de Inglês priorizam a interação entre os alunos. Nossos diálogos em sala de aula não são mais desprendidos de um contexto ou de nossa realidade. Identificamos, dessa forma, o método comunicativo por traz das práticas de nossos professores na faculdade.